sexta-feira, 19 de abril de 2013

DENGUE - UM SERÍSSIMO PROBLEMA DE SAÚDE


O mosquito Aedes aegypti é hoje provavelmente o mais grave problema de saúde no Brasil, dada sua ocorrência em todos os Estados do País e o fato de que ele transmite os vírus causadores de três doenças humanas graves: a dengue, a dengue hemorrágica e a febre amarela. Para a febre amarela já existe vacina, a qual ajuda na sua prevenção, mas, apesar disto, hoje vivemos, em algumas regiões, sob forte ameaça dessa terrível doença.  Para as outras duas doenças ainda não existe vacina, é difícil prever quando haverá e, além disso, não existe um tratamento específico para elas. Isto nos deixa muito vulneráveis e é exatamente por isso que temos que fazer tudo o que esteja ao nosso alcance para impedir o alastramento dessas doenças. A dengue é uma doença muito dolorosa, deixa seqüelas e na sua forma hemorrágica tem um alto índice de mortalidade. Segundo as estatísticas, em 2007 aproximadamente 500.000 pessoas tiveram dengue no Brasil, das quais pelo menos 250 morreram de dengue hemorrágica.
Conhecendo o Aedes aegypti
Para combater esse “inimigo”, é preciso lembrar um pouco de sua biologia e seus hábitos. O mosquito adulto é fácil de reconhecer por ser rajado de branco e preto, e isto é visível especialmente quando ele está assentado sobre uma parede clara.
O seu desenvolvimento é um processo que dura aproximadamente 7 dias (quando o calor é forte, a duração do ciclo diminui) e abrange 4 fases: ovo, larva pupa e adulto. A larva sai do ovo inicialmente bem pequena, alimenta-se bastante dos detritos existentes na água, movimenta-se muito e vai crescendo até se transformar na pupa (com formato de um ponto de interrogação), que também se movimenta muito rapidamente, mas não se alimenta. O desenvolvimento do ovo até a pupa ocorre obrigatoriamente na água. O mosquito adulto forma-se dentro da pupa e, quando está pronto, sai por uma abertura nas costas da mesma e voa. Da pupa só vai restar o envoltório na água.
Como ocorre a transmissão dos vírus
Os mosquitos adultos machos alimentam-se exclusivamente de líquidos doces (néctar) das plantas, mas as fêmeas adultas têm que se alimentar de sangue para que seus ovos se desenvolvam. Nesse processo, picando uma pessoa doente e depois uma ou muitas pessoas sadias, as fêmeas alastram a doença. Isto acontece porque, na picada, a fêmea do mosquito ingere os vírus que estão presentes no sangue da pessoa doente, estes se multiplicam em seu corpo e se alojam na sua saliva. Quando essa fêmea infectada pica outra pessoa, um pouco dessa saliva contendo vírus é injetada, a pessoa torna-se também doente e assim a doença se espalha. Uma vez infectada, a fêmea do mosquito torna-se vetor dos vírus até a sua morte, podendo levar a doença a muitas pessoas. Se houver um grande número de mosquitos no ambiente das pessoas doentes, a epidemia se instala rapidamente. Essa corrente de transmissão só pode ser quebrada se não houver mosquitos. Assim, elimina-los é nossa grande tarefa.
Ainda conhecendo o Aedes aegypti

Superação

Mudar é possível.
Sentes. Intuis. Sabes.
A necessidade de mudar afirma-se dentro de ti.
Talvez a dúvida e o medo te detenham.
Mas podes mudar o teu rumo.
Um rumo é uma mera orientação.
Não é um caminho único, nem fixo; não é para sempre.
Perante uma encruzilhada, a tua escolha pode ser outra.
Poucas coisas na vida são tão permanentes como o céu e a terra.
Tudo o resto, incluindo todos os seres humanos, muda.
O teu rumo também.
Por isso é bom o desapego
e não nos agarrarmos ao que é conhecido, seguro.
Convém deixar que a vida flua
e se encaminhe para as mudanças.
Presta atenção às indicações do caminho.
É no movimento constante que reside a renovação,
Que ocorre na natureza, na mente e no espírito.
O caminho vai procurando o seu próprio sentido,

A importância do trabalho em grupo


Aprendizagem


Tecnologias



A escola e as novas tecnologias - o que muda e o que permanece virtualmente igual



     Mesmo com todas as novas tecnologias e a necessidade de incluí-las no processo educativo, uma boa escola continua a ser o que sempre foi: acima de tudo, um espaço em que crianças e adolescentes se encontram, em um ambiente, regulado por adultos qualificados, que oferece proteção contra o mundo e em que todos são tratados com atenção e com respeito.
Essa exigência fundamental de boas relações humanas vale para qualquer tipo de escola, por maiores que possam ser as diferenças entre os princípios filosóficos e os valores, as concepções do papel da religião, da autoridade, as prioridades de ensino, em termos tanto de conteúdos como de métodos.
Cada escola possui seu jeito próprio de ser e de educar. Mas, para todas elas, não é mais possível ignorar as novas tecnologias, pois elas podem melhorar tremendamente a quantidade e a qualidade da educação oferecida. Do ensino curricular mais tradicional às formas mais "alternativas" de educar, qualquer escola só tem a ganhar com a introdução de recursos como os da informática e da Internet.
    De certa forma, não aproveitar as novas tecnologias e o que elas podem nos trazer – em termos de possibilidades de pesquisa, de aprendizagem, de autoria e de comunicação – está ficando cada vez mais parecido com o que seria educar antigamente ignorando canetas e livros...
Em escolas particulares e nas redes públicas, uma nova tarefa de pais que buscam a melhor educação para seus filhos passa a ser pressionar no sentido da incorporação das novas tecnologias ao processo educativo. É preciso conscientizar-se, especialmente, de que o seu não aproveitamento em nossas escolas públicas já está criando um novo tipo de exclusão social, o "iletronismo", e corremos o risco de formar gerações de jovens de origem popular que não puderam explorar e dominar as novas tecnologias nem em seus lares nem nas escolas.
    Em suma, mesmo se as constantes revoluções tecnológicas precisam ser levadas em conta, uma boa escola continua sendo aquela na qual confiamos e à qual nossos filhos retornam com prazer. Não há solução tecnológica capaz de transformar um espaço pobre em relações humanas em um lugar interessante e capaz de gerar uma boa educação. Isso ainda é o fundamental e é a partir daí que podem ser experimentadas novas formas de ensinar e de aprender, cujo potencial apenas começamos a vislumbrar.

*****




Luca Rischbieter é Pedagogo e Geógrafo